segunda-feira, 24 de março de 2025

Terje Rypdal / Miroslav Vitous / Jack DeJohnette - “Terje Rypdal / Miroslav Vitous / Jack DeJohnette”


Terje Rypdal / Miroslav Vitous / Jack DeJohnette
“Terje Rypdal / Miroslav Vitous / Jack DeJohnette”
ECM 1125
ECM Records
1979

Terje Rypdal – guitar, guitar synthesizer, organ.
Miroslav Vitous – double bass, electric piano.
Jack DeJohnette – drums.

1 – Sunrise (Terje Rypdal) – 8:26
2 – Den Forste Sne (Terje Rypdal) – 6:35
3 – Will (Miroslav Vitous) – 8:01
4 – Believer (Miroslav Vitous) – 6:23
5 – Flight (Vitous/Rypdal /DeJohnette)– 5:25
6 – Seasons (Rypdal/Vitous/DeJohnette) – 7:22

Jack DeJohnette / Miroslav Vitous / Terje Rypdal

Poderíamos afirmar que estamos perante um trio improvável, ao lermos o nome dos seus componentes: o guitarrista norueguês Terje Rypdal, oriundo da banda de Jan Garbarek, o contrabaixista checo Miroslav Vitous, membro fundador dos Wheather Report e o baterista norte-americano Jack DeJohnette, oriundo do Charles Lloyd Quartet e da galáxia Miles Davis, que nesta altura já tinham todos eles o seu projecto musical em nome próprio.

Recordo-me, numa breve memória, de ter comprado este álbum na saudosa discoteca Roma, em Lisboa (já encerrada), numa edição da ECM, oriunda/fabricada em Espanha e que era mais barata que a oriunda da Alemanha; rapidamente percebi as razões: espessura de vinil diferente e material da capa do álbum de qualidade inferior ou seja, como dizia a minha avó, de Espanha nem bom vento nem bom casamento.

Os seis temas que compõem este álbum são possuidores de um segredo que se irá dar a conhecer ao longo da audição, em que iremos começar por distinguir perfeitamente a música de Rypdal, sem Jon Christensen, mas com Jack DeJohnette a introduzir o seu timbre característico, enquanto nas faixas três e quatro sentimos a chegada de Miroslav Vitous, que até nos surge a tocar piano, evoluindo para o interior do seu universo criado após a saída dos Wheather Report até que, sem darmos por isso, encontramos Jack DeJohnette a comandar as operações e a conduzir-nos pela estrada fora em boa companhia, como se estes três músicos tocassem juntos há décadas. Um álbum fabulosoJ!

Gravado em Junaho de 1978 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotogafia da capa do álbum de Dieter Rehn. Fotografia de Roberto Masotti. Produção de Manfred Eicher.

Rui Luís Lima

1 comentário:

  1. O primeiro álbum de dois deste trio fabuloso em que os temas são dos três participantes neste disco da ECM Records, que ainda nos oferece uma capa fabulosa.
    Classificação: 5 estrelas (*****)

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